Do plano de carreira ao protagonismo: como dar às pessoas os meios para crescer

30 JAN, 2026

Publicado por: Ingrid Emerick

Durante muito tempo, falar de desenvolvimento profissional dentro das empresas foi sinônimo de plano de carreira rígido, com etapas bem definidas e caminhos pré-determinados. Analista júnior, pleno, sênior, coordenador, gerente. Um modelo que, embora organizado, nem sempre acompanha a complexidade dos sonhos, talentos e possibilidades reais das pessoas.

Mas e se o papel da empresa não fosse dizer até onde alguém pode chegar, e sim dar os meios para que cada pessoa construa o seu próprio caminho?

Imagine a seguinte cena:

João é analista de marketing, está na empresa há dois anos, é comprometido, entrega resultados e tem ambição de crescer. A partir de feedbacks dos seus gestores e pares, ele identificou seus pontos fortes, seus gaps e decidiu estruturar seu próprio plano de desenvolvimento.

O problema?
A empresa não tinha um processo estruturado nem materiais que apoiassem a construção desse tipo de plano.

João não se conformou. Criou seu próprio material e apresentou ao gestor. A iniciativa chamou atenção, mas também revelou um desafio comum: não é sustentável cada colaborador criar seu plano de um jeito diferente, sem diretrizes, sem linguagem comum, sem processo.

Foi aí que surgiu a pergunta-chave:
e se isso fosse estruturado para toda a empresa?

Nem todo mundo será protagonista, e tudo bem!

É importante ser realista: não teremos 100% das pessoas com o mesmo nível de iniciativa de João. E está tudo bem. O papel da organização não é esperar por profissionais protagonistas, mas criar os caminhos para que mais pessoas consigam assumir esse protagonismo.

Quando a empresa oferece clareza, ferramentas e orientação, ela deixa de ser reativa e passa a ser um ambiente que estimula crescimento, autonomia e engajamento.

Plano de carreira ou construção de sonhos?

Essa reflexão se aprofunda quando olhamos para modelos mais maduros de desenvolvimento. Em uma multinacional que colaborei, o diretor de RH trouxe uma provocação poderosa:

“Eu não acredito em plano de carreira. Não quero limitar onde as pessoas podem chegar.”

A ideia não era eliminar estrutura, mas evitar que ela se tornasse uma prisão. Em vez de definir degraus fixos, o foco passou a ser ensinar as pessoas a construírem seus próprios caminhos, a partir de quem são, do que desejam e do que a organização pode oferecer como meio.

A empresa pode apresentar sua estrutura de cargos, mas o crescimento não precisa ser linear. Um profissional pode dar saltos, mudar de área, experimentar novos papéis.
O desenvolvimento deixa de ser uma cartilha e passa a ser uma jornada.

Autoconhecimento como ponto de partida

Nenhum plano faz sentido sem autoconhecimento. Por isso, o primeiro passo é ajudar as pessoas a entenderem:

· Quais são suas fortalezas;
· Onde estão seus pontos de desenvolvimento;
· Como são percebidas por gestores, pares e clientes.

Mesmo sem ferramentas sofisticadas, esse processo pode acontecer por meio de feedbacks estruturados, conversas intencionais e reflexão guiada.

A mensagem central é clara: a carreira é do indivíduo, não da organização.

Explorar antes de decidir: o poder da experimentação

Outro pilar fundamental é permitir que as pessoas conheçam outras áreas e possibilidades antes de tomarem decisões de carreira. Um exemplo prático é a alocação de parte do tempo, como 20% da jornada, em projetos fora da área de atuação.

Essa vivência amplia repertório, gera aprendizado real e ajuda o colaborador a entender onde, de fato, faz sentido estar. Muitas escolhas só se tornam claras quando são experimentadas.

O papel da empresa: não definir o destino, mas oferecer os instrumentos

No fim das contas, não se trata de entregar trilhas prontas, mas de oferecer instrumentos. Ferramentas, processos, conversas e estruturas que ajudem cada pessoa a arquitetar sua própria trajetória.

Como a Clave apoia essa jornada:

Na Clave, acreditamos que carreira é sobre propósito, alinhamento e evolução contínua, não sobre limitar pessoas a caixas.

Porque ninguém sabe até onde alguém pode chegar, nem mesmo a própria pessoa, no início da jornada. Mas quando a organização cria um ambiente que incentiva sonhos, reflexão e ação, o crescimento acontece. Muitas vezes, para além do que se imaginava.

Se a sua empresa quer sair do discurso e construir uma cultura que desenvolve, engaja e retém talentos, a Clave está pronta para apoiar.

Converse com nosso time e descubra como criar um plano de carreira moderno, humano e estratégico.

Ingrid Emerick - Head de Talent Acquisition

Partner & Head de Talent Acquisition na Clave. Psicóloga com MBA pelo IBMEC em Gestão de Empresas e MBA UFF em Gestão de Pessoas. ossui mais de 15 anos de experiência, foi Coordenadora de Gestão de Talentos da América Latina na GSK. Atua em projetos de Assessment de profissionais e executivos, nacionais e internacionais, em empresas de grande porte como TV Globo, Vale e Sulamérica. Certificação em Coach Executivo pela Academia Brasileira de Coaching. Formação em DISC pela Extended DISC. ​

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